
O muro de silêncio que se abateu sobre o negócio da CGD com Manuel Fino é ensurdecedor.
A que título é que um banco público se torna accionista de fabricas de cimento? Voltámos definitivamente ao PREC?
Por que razão um banco público compra acções 25% acima do preço de mercado, desbaratando 62 milhões de euros que pertencem aos contribuintes?
E por que raio é que a CGD se inibe de vender as acções, assegurando a Manuel Fino a possibilidade de recompra e assumindo o banco todo o risco sem qualquer proveito?
O silêncio do Presidente da CGD e do Ministro das Finanças é insuportável.
A ser verdade, este negócio não é apenas ruinoso, é pornográfico. Em qualquer país do mundo civilizado, rolariam cabeças e seriam pedidas responsabilidades.
Por cá, o relativismo político, ético e moral leva a que tudo seja aceitável. Don’t worry, be happy!
Somos todos tolinhos.
João Castanheira
1 comentário:
Como dizia ontem a Dra. Paula Teixeira da Cruz, o senhor Manuel Fino sempre foi um empresário sério, por isso cuidadinho com a lígua... Dito de outro modo, se a seriedade do senhor nos tiver custado 62 milhões de euros, temos que amochar e calar. Eu que também sou sério, gostaria de receber da CGD qualquer coisita. Será possível? Haja vergonha.
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